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sexta-feira, 19 de abril de 2013

Gaeco indicia quatro empresários de Apucarana por lavagem de dinheiro


O Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Londrina concedeu entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira (18) e adiantou que quatro empresários de Apucarana presos no último dia 9 sob suspeita de pirataria foram indiciados pelo crime de lavagem de dinheiro. O Gaeco necessitava concluir até o final da tarde desta quinta-feira (18) inquérito que apura esquema de suposta falsificação em Apucarana. Os empresários são acusados ainda de sonegação fical e formação de quadrilha.

A pirataria foi desbaratada no último dia nove, quando policiais e promotores apreenderam milhares de produtos falsificados, escrituras de imóveis milionários e pelo menos R$ 2 milhões em cheques, fecharam fábricas de fachadas e prenderam empresários, funcionários e até policiais envolvidos no esquema.

O Gaeco indiciou 27 pessoas acusadas de participar do esquema de falsificação descoberto na última terça (9) em Apucarana. Durante as diligências da operação denominada "Jolly Roger", 26 pessoas foram detidas e milhares de produtos falsificados foram apreendidos. Empresários e funcionários são acusados de corrupção ativa e formação de quadrilha.

O Gaeco também determinou o fechamento de pelo menos 14 fábricas, supostamente utilizadas para a produção das falsificações, e descobriu um esquema paralelo de pagamento de propina a policiais civis. Em troca da vantagem indevida, os oficiais acobertavam e protegiam a produção pirata.

Em entrevista coletiva, o delegado do Gaeco, Alan Flore, confirmou que os empresários pagavam R$ 3 mil mensais a cada um dos três policiais presos na última semana: o então delegado-chefe de Apucarana, Valdir Abrahão, e dois investigadores, identificados como Edson Sanches Antunes e Sebastião Vanderlei.

Pelo menos quatro empresários - também detidos - confirmaram em depoimento nos últimos dias que foram assediados pelos policiais. "São elementos suficientes para comprovar a participação dos agentes públicos. Toda a apuração será enviada agora à Corregedoria da Polícia Civil para que as providências administrativas sejam tomadas", disse o delegado, revelando que um policial militar aposentado também estaria envolvido no esquema. O PM, segundo as investigações, era o responsável por pegar a propina com os empresários e repassar aos demais oficiais. Os policiais respondem acusação de corrupção passiva e formação de quadrilha.

De acordo com Flore, 23 das 27 pessoas indiciadas permanecem presas, a maioria na unidade dois da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL 2). Os policiais civis estão em uma unidade especial em Curitiba e o policial militar no Batalhão da PM de Apucarana. Maria Bertoli, mulher do vereador Mauro Bertoli (PTB), pagou fiança e responde às acusações em liberdade. O empresário Michel Barreto, por sua vez, conseguiu o direito de prisão domiciliar na Justiça após alegar problemas de saúde.

O delegado Alan Flore lembrou ainda que quatro dos 27 indiciados também devem responder por crime de lavagem de dinheiro.

Uma série de pedidos de relaxamento de prisão estão na mesa do juiz José Roberto Silvério, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Apucarana, e deverão começar a ser analisados amanhã (19), segundo fontes do Judiciário.

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