Pesquisar este blog

Ultimas Noticias.

Ultimas Noticias.
Apucarana, Arapongas e Mundo.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Juiz autoriza reabertura de empresas lacradas em Apucarana


Após protesto de trabalhadores de empresas fechadas desde terça-feira, durante operação contra pirataria deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o juiz da 2ª Vara Criminal de Apucarana, José Roberto Silvério, determinou nesta quinta-feira à tarde o restabelecimento das atividades lícitas de 16 firmas envolvidas. No entanto, apenas 15 foram reabertas ainda nesta quinta-feira. As fábricas, que têm cerca de 3 mil funcionários, entre diretos e indiretos, devem retomar normalmente as atividades somente nesta sexta-feira pela manhã. Já a empresa vistoriada e fechada na tarde de quarta-feira deve permanecer lacrada durante dois dias.

O promotor Ricardo Benvenhu esclareceu que o foco do Ministério Público (MP) não é o trabalhador e, sim, a corrupção. Conforme o Benvenhu, muitas empresas trabalhavam na produção de marcas próprias e produtos lícitos tendo direito de manter as funções e forma legal.  “O MP deve continuar fiscalizando essas empresas garantindo a prática legal das atividades. Vamos acompanhar a reabertura das empresas. O Ministério Público está a favor dos trabalhadores. Não é nossa intenção tirar o trabalho de ninguém. A fabricação de produtos contrafeitos é crime e necessita ser punido”, reitera.        .
Ontem pela manhã, centenas de trabalhadores realizaram uma passeata pelas ruais centrais de Apucarana. O objetivo dos manifestantes era chamar atenção do governador Beto Richa (PSDB), que estava na cidade para entregar viaturas para a Polícia. Uma comissão de trabalhadores se reuniu com o governador, pedindo apoio para a manutenção dos empregos.
A operação do Gaeco foi iniciada na terça-feira, quando 24 pessoas foram presas por envolvimento em esquema de falsificações de marcas famosas em Apucarana. Entre os detidos estão dois investigadores e o ex-delegado chefe da 17ª SDP, Valdir Abrahão. Os policiais são acusados de receber propina para proteger a pirataria. Elenir Euzébio Salino Cardozo, esposa do empresário Cléber Cardozo, preso na operação, foi solta, segundo o Gaceo. O grupo entendeu que ela não tinha relação com o esquema. .
Na quarta-feira, o Gaeco voltou a Apucarana, quando realizou mais duas prisões na cidade em um local onde funcionavam três fábricas de confecções. Uma delas era de propriedade de Maria Aparecida Maroneze Bertoli, esposa do vereador Mauro Bertoli (PTB). Ela segue presa em Apucarana. A relação do vereador Mauro Bertoli com a empresa é investigada, segundo o Gaeco.

Nenhum comentário:

Postar um comentário