A apucaranense Maria Aparecida Maroneze Bertoli, esposa do vereador Mauro Bertoli (PTB), deixou na tarde desta sexta-feira o minipresídio de Apucarana. Ela foi libertada após pagar fiança no valor de 20 salários mínimos, o equivalente a R$ 13 mil, arbitrada pelo juiz José Roberto Silvério, da 2ª Vara Criminal. Maria Aparecida foi presa na tarde de quarta-feira. Ela é dona de uma fábrica de confecções, que foi flagrada pirateando marcas famosas durante operação do Ministério Público (MP).
O empresário Floriano Tokuzi Ito, também preso na quarta-feira em outra fábrica localizada no mesmo endereço, foi outro a conseguir a liberdade mediante o pagamento de fiança na tarde desta sexta-feira, no mesmo valor de Maria Aparecida. Os dois vão responder processo por falsificação de produtos.
O vereador Mauro Bertoli também está sendo investigado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) por envolvimento com a pirataria. No entanto, o juiz José Roberto Silvério afirmou à Tribuna que, até o momento, não há indícios de envolvimento do vereador.
Maria Aparecida Maroneze Bertoli e Floriano Tokuzi Ito fora presos no desdobramento de operação coordenada pelo Gaeco, que prendeu 24 pessoas na terça-feira em Apucarana. Policiais e promotores desarticularam um esquema de falsificação de confecções e sonegação fiscal. Entre os presos estão dois investigadores e o ex-delegado-chefe da 17ª Subdivisão Policial (SDP), Valdir Abrahão, acusados de receber propina para 'acobertar" a ilegalidade. O juiz José Roberto Silvério observou que a esposa de Bertoli e Tokuzi Ito não têm relação com o pagamento de propina e foram arrolados apenas no crime de pirataria até o momento.
Dos 24 presos na terça-feira, apenas Elenir Eusébio Salino Cardozo foi solta ainda na quarta-feira. Os demais empresários e funcionários seguem na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL II), já os policiais estão detidos em Curitiba.
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